terça-feira, 28 de junho de 2016

leap of faith.

Eu tenho essa mania, essa pequena e irritante mania de me jogar de cabeça em todos os momentos que eu acho que valem a pena na minha vida. Se eu acredito, eu me jogo de cabeça, escrevo poemas e juras, mas desculpa, meu amor, é assim que vive um poeta. Foi em algum dia desses, me perguntaram em que sonetos eu conseguia me definir melhor, eu escolhi dois de meu querido amigo Vinícius, Soneto à Lua e Soneto de Devoção. São versos duros e vulgares, porém verdadeiros e peculiares descrevendo mulheres singulares. Eu me acho ali.
Estava revendo as antigas postagens de meu blog devido a uma manutenção repentina e vi quanto amor juvenil eu já tive. A inocência na prosa sobre juras que não permaneceram e que, talvez, um dia tenham sido verdadeiras. Os meus verdadeiros textos de amor, em sua maioria ficaram guardados em agendas velhas cujo eu dizia que seriam materiais para minha futura biografia. Meus textos de amor estão em históricos de conversas longas de madrugada ou em lágrimas por telefone.
Mas enfim, cabe a mim voltar ao tópico inicial e não fazer disto uma prosa confusa de desabafo emocional. Eu me jogo de cabeça na vida, em aventuras, paixões, amores, amizades... Mas não é assim que a vida deve ser? Um grande poema que ninguém ainda escreveu?

"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."- Vinicius de Moraes

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