segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cantinho

Não faz muito tempo que eu me vi de novo com borboletas no estômago. A sensação que eu mais evitei durante anos simplesmente apareceu na minha frente, de supetão, sem avisar, já tirando meu chão. Logo cedi.
Foi em um cantinho da memória, cantinho da minha história que tudo aconteceu. Vou descrever pra você:
Os assuntos se desenrolavam dia e noite. Sobre tudo. Ambos mostrando quem eram e o outro sempre se impressionando. Jogavam indiretas e diretas, mas quando se viam, bastava um olhar pra encabular e a fala travar. Um foi tentar ver um filme, o outro falou que o esperasse. Este que fora, deixou a sessão passar pra desfrutar do momento com o que vinha. Mais vergonha. E, em meio a um frapuccino e uma barba com sanduíches surgiram sorrisos. Decidiram ir embora, um acompanhou o outro, em passos combinados, conversando. E, em meio a uma piadinha, o que viera presenteou o que esperou com um beijo.
A gente ri só de lembrar, pois o olhar que foi desenvolvido naquela semana durou, dura e durará... a sensação de borboletas surge sempre que um aparece e viver nesse caos tem sido meu refúgiozinho. E foi nesse cantinho de memória que tudo começou a se consolidar. Lá.
Arrepios, barba, mão na cintura, abraço, braço, sorriso, beijo.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Te Assumi Pro Brasil – Jão

Jack Kerouac.

“I have lots of things to teach you now, in case we ever meet, concerning the message that was transmitted to me under a pine tree in North Carolina on a cold winter moonlit night. It said that Nothing Ever Happened, so don't worry. It's all like a dream. Everything is ecstasy, inside. We just don't know it because of our thinking-minds. But in our true blissful essence of mind is known that everything is alright forever and forever and forever. Close your eyes, let your hands and nerve-ends drop, stop breathing for 3 seconds, listen to the silence inside the illusion of the world, and you will remember the lesson you forgot, which was taught in immense milky way soft cloud innumerable worlds long ago and not even at all. It is all one vast awakened thing. I call it the golden eternity. It is perfect. We were never really born, we will never really die. It has nothing to do with the imaginary idea of a personal self, other selves, many selves everywhere: Self is only an idea, a mortal idea. That which passes into everything is one thing. It's a dream already ended. There's nothing to be afraid of and nothing to be glad about. I know this from staring at mountains months on end. They never show any expression, they are like empty space. Do you think the emptiness of space will ever crumble away? Mountains will crumble, but the emptiness of space, which is the one universal essence of mind, the vast awakenerhood, empty and awake, will never crumble away because it was never born.”

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Due.

É apenas seu cheiro. Na verdade é seu sorriso também. O seu abraço... seu jeito detalhista de reparar no meu olhar. De elogiar minha unha e se preocupar comigo. Ah é essa sua maneira didática de falar... ou talvez seu jeitinho grosso de brincar. Caramba, já te disse como seu sorriso é lindo hoje? E como eu me arrepio ao ouvir sua voz nem que seja de longe...?
Suas implicâncias, vídeos e áudios no meio da noite (ou seria da manhã?). Ah o jeito como fica encabulado quando te olho, o sorriso meia lua ao perceber que estou te encarando...
Seu jeito de puxar o lençol durante a noite, ou de ser mal humorado de manhã. De me aguentar falando inglês e sobre eu aguentar seus grunhidos noturnos. Já disse que fico tão alegre sobre o jeito que a gente se encaixa?
E as músicas? Ah as musicas que me lembram a você...
Amo o jeito que você tem de que, apesar de todos meus esforços pra disfarçar, você percebe o mínimo de tristeza. Você é esplêndido. Com esse seu jeitinho de me descobrir... nunca quero perder isso contigo.
Adoro me descobrir em você, adoro ter essa companhia pra beber. Gosto do jeito que você cuida de mim do mínimo ao máximo. Em como você aceitou se aventurar nessa vidinha louca minha.
Adoro quando você aparece no meio da madrugada com saudade. Ou quando eu faço o mesmo.
Você ser a primeira pessoa que eu vejo pela manhã é simplesmente minha felicidade. Ah, que saudade.
Já disse como amei seu jeitinho de se aproximar? Seu jeito de acabar com a minha guarda emocional e de me dar mais uma chance pra viver na vulnerabilidade, mas sem medo. Acabaram os medos bobos.
Tudo isso começou naquele chat no dia 13. Mas aquele dia 3... mão na cintura seguida de um sorriso e um encontro de almas. Um olhar.
É... já fazem dois meses desde que decidi me entregar. E nesse tempinho eu descobrir o amar...

quarta-feira, 29 de março de 2017

você vai ser o meu próximo erro

Curti suas fotos sem mesmo te seguir no Instagram para deixar claro desde o início o que eu quero com você: curtir. Sem “segue que eu te sigo de volta”, eu não quero relação, não se engane, eu só quero usar você. O cara que eu amo fez uma escolha ruim e por isso não perco mais tempo tentando me apaixonar por ninguém.
Eu sempre gostei de conhecer gente nova e algo me diz que você é meu próximo erro. O timbre da sua voz, a tua respiração quando começa a falar comigo como quem quer arrancar a minha roupa inteira na Doutor Arnaldo porque não deu tempo de chegar até em casa. O jeito com que manipula cada palavra para que ela se torne inesquecível para mim.
Você diz que precisa ir ao estacionamento mas tudo que eu consigo pensar é: você não consegue ir até o estacionamento sem me contar antes… quão envolvido você está? E eu sigo alimentando essa história mesmo sabendo que não vai durar nada porque …o que me sobraria se eu não tivesse isso? O que me sobraria se eu não tivesse ninguém para lembrar quando colocasse a cabeça no travesseiro?
São 08h05 da manhã e eu senti a sua falta, mas em vez de te falar isso abri um outro perfil e curti uma outra foto de um cara que não sigo. Para deixar bem claro o que eu quero com ele: só curtir. Sem envolvimento, sem história, sem googlar testes da Capricho e passar a noite toda brincando e criando novas expectativas com as respostas dos testes que a gente acerta.

Senti a sua falta, mas nunca vou te dizer. Porque o cara que eu amo fez uma escolha ruim e por isso não perco mais tempo tentando me apaixonar por ninguém.


Por: Mabê (Entre Todas As Coisas)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Gabrielle Aplin - Home

Never been.

leia ao som de between the bars - elliott smith. 

Nunca fui uma pessoa de falar muito o que sinto, raramente exponho tudo que penso. Analiso e não digo nada, sinto e não sai uma palavra. Isso nunca me impediu de ser a pessoa mais comunicativa possível, ao contrário, consigo falar com pessoas de diferentes culturas, gostos, línguas, cargos...

Mantenho assuntos variados, mas nada que vá muito profundamente em como me sinto, sempre com domínio verbal, mudo de palavras sem que a pessoa perceba e essa foi minha zona de conforto de sempre.
Quando eu tinha algo que me sentia muito nervosa por sentir, algo que mexesse muito comigo, eu jogava na escrita e extravasava na arte. São meus poemas, prosas e desenhos... Quase sempre bucólicos, mas se uma pessoa tem boa interpretação conseguiria ler minha alma só de ver um verso.
Eu sou assim, é meu jeito. Quando eu sinto, sinto muito, me isolo em meu mundinho até conseguir controlar tudo e não transparecer nada. Não tem motivo específico, só sou assim, desde pequena.

Gosto de ouvir os outros, ler as histórias deles e quando surgir um problema, estar disposta a ajudar, estar ali por eles. Sempre tive uma empatia emocional muito forte. Sempre tive uma vontade de inspirar as pessoas a se sentirem bem. Mesmo que raramente as pessoas fizessem isso comigo. É raro encontrar alguém que queira te ver sorrir mesmo não sendo próxima de ti. É raro a ponto de eu estranhar e hostilizar.

Sempre que falo algo, gera-se um conflito interno entre meu ego e meu emocional. Os dois ficam brigando e discutindo entre si e, normalmente, meu ego ganha me dizendo quão burra sou. E eu concordo. Não pela reação das pessoas, mas por ter falado. Acho que eu não preciso falar, pois demonstro em pequenas sutilezas. Mas também são raras as pessoas que me conhecem a ponto de entender indiretas, insinuações e sutilezas. I didn't regret, just thought better of it and found out it was too early even though I was feeling like i was going to explode if i haven't told ya.Have I told ya that when i listen to Imbranato, I think of ya?

Enfim, esse foi um pouquinho de mim. Sou assim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

1,2,3,4

Read it listening to "Plain White T's - 1,2,3,4"

Drank a couple of glasses and then told a bunch of secrets u would never imagine
You smile and understood, u were in the same wave and accepted to drown yourself with me. That totally made me and unarmed heart. Me, the person that built a wall a long ago. Now I have fear, feel sick, feel joy...

Can't find a luv song that doesn't remind me of u. Trust and lust. How can I possibly be like this? I do not believe in myself and my sensations. A little smile of u shines my day as it was the brightest sky. The Friday.

How would you feel... lol I think I completely gave myself and trusted in my leap of faith. Not ashamed anymore to tell u 'bout my eyes. About how much I like to touch ur skin and move ur hair. How much I like your hug. Or hugs.

4u. It's happening. I've been like this before and I thought it was more and broke myself. But I am not afraid. I am happy, you make me feel joy whether u know it or not. I allowed myself and stopped fighting against... all. I liked when u said u r in the same way. U r almost like me. That is good, u understand all I say in less than a sound, just by my eyes... lets see.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Comfy weirdness

Tem sensação melhor do que descobrir-se em alguém?
Desculpe o sumiço, pequeno refúgio, meus dias tem ficado cada vez mais curtos com tantas loucuras e aventuras. Felizmente, tirei esse tempinho pra falar... dele.
Não faz muito tempo que eu me perdi em mais um soneto do meu querido Vinícius e me redescobri em outro de seus versos, um verso sobre os platônicos que não vem ao caso citar. Mas não é muito bom? Arriscar?
É a sensação que mais me traz alegria, a sensação por trás das famosas frases "vamos?vamos!", é a sensação de entrega ao acaso. É o leap of faith.
Me permiti, me permiti a descoberta em outra pessoa, é raro, mas ultimamente tenho encontrado amigos que vão comigo até em roubadas e ombros que me escutam por mais longa que seja a noite.
Me permiti voltar a ser uma jovem de borboletas no estômago, uma jovem que acredita e que sonha. Te descobri.
Por mais efêmero que seja esta combustão, a chama pode ser aproveitada, tanto quanto os prazeres da vida.
Me entreguei, depois os cacos... Sobre isso a gente deixa no talvez, libriana.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Bianca, os Lunares

Descrição: Possui cabelo cacheado negro e longo que está sempre em um rabo de cavalo. Seus olhos azuis mostram sempre intenso sofrimento, apesar de sua postura rígida e séria. Encarregada do CECLO (Centro de Elite de Caça aos Lunares de Olimpus), sempre está vestida com sua farda azul marinho com luas pratas. Bianca está rodeando o ínicio dos seus quarenta anos, porém sua esbanja vitalidade muito mais que uma menina de vinte.

-Bianca, o radar ta apitando demais ultimamente, acho que estamos em período de 'equinócio". - Um rapaz loiro entrou em sua sala desesperado, ela estava tão distraída em seus pensamentos que praticamente esqueceu que estava em seu ambiente de trabalho. Ela controlava o registro de Lunares em Olimpus, consequentemente por este ser o centro, supervisionava as outras duas rochas também. O registro era o que permitia que Lunares permanecessem em sociedade, uma vez despertados, eles se tornavam muito forte e um perigo.
-Estou indo para a sala de radares, obrigada por informar, soldado. - levantou de sua mesa e fechou o livro que estava fingindo ler, livro que continha uma foto bem curiosa de um bebê. Seguiu firme por aqueles corredores cinzas até a sala.
A sala de radares era pequena, quatro soldados ficavam na monitoração que apitava bastante quando os lunares estravam em período de equinócio. O equinócio era o momento que um grande grupo de lunares estava atingindo maturidade de poderes e estava despertando para se transformar, mudando sua aparência física, estes tinham grande potencial de serem caçados e eram um problema social, pois podiam destruir uma cidade do dia para a noite sem que ninguém notasse.
Os Lunares foram fundamentais para o desenvolvimento do novo Ciclo, eles criaram tudo de novo e ajudaram a sociedade se recompor da tragédia. Reza a lenda que uma shaman muito triste com o fim de seu mundo (uma rocha azul e verde chamada Terra) orou para a Lua pedindo ajuda e esta a abençoou com os lunares, cada um filho de uma Lua: Lune, Bael ou Milan.
-O equinócio está acontecendo em Palas, exato? Não teremos problemas, passe estes dados para o Comandante Eichorist. - Palas era o local mais fácil de se encontrar lunares, era a central do poder bélico e bruto do Novo Ciclo, quando havia um equinócio, se ocorresse resistência de registro, era um banho de sangue. -Vou cuidar das crianças e já volto. - as crianças eram uma invenção nova, os filhos do Sol. Eles viviam confinados e tinham sido instruídos para caçar lunares desde o nascimento.
Quando mais nova, Bianca viu isso acontecer perto de sua casa, em Palas. Ela viu cada lunar ser caçado por não querer o registro - este que permitia que o governo localizasse você e "pedisse sutilmente" uma ajuda quando necessário, mas na maioria das vezes... eles eram mortos durante o dia mesmo com o registro. Ela decidiu engajar sua carreira no CECLO, durante um equinócio, ela estava em casa e de repente, seu cabelo ficou branco e seus olhos azuis, ela sentiu uma força sem limites e descobriu ser uma filha de Bael. Depois de sua descoberta, ela pediu ajuda de uma shaman para esconder sua identidade e afastá-la de sua família. A shaman inseriu memórias novas na mente de seu marido, implantando uma de sua falsa morte. Bianca achou egoísta demais arriscar a vida de seu marido por seus poderes... Mas acima de tudo, ela só pensava em sua filha, Lonny que foi deixada em Olimpus com o marido.
Mas mal sabia Bianca, que Lonny tinha herdado seu gene e nascido como uma filha de Bael, sendo treinada em Palas pela Academia Militar e que este equinócio incluía seu despertar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Já fui Clarice

Já fui a desengonçada das aulas de dança que chamava atenção dos meninos que tinham atração por meninas reservadas e inteligentes. Já inventei de brincar de criar mundos para um amor, de criar roteiros juntos e ter ideias maravilhosas. Já tive amores que me permitiram ter um parceiro para todas as loucuras artísticas necessárias. Nunca me atrevi a escrever canções, não tenho esse maravilhoso dom como Clarice, mas já dediquei poemas a pessoas que gostava.
Já escrevi uma gama de poemas dedicadas a uma pessoa só, como uma monomania e ensinei vários vocábulos loucos ao meu parceiro de alguns anos atrás.
Já recebi cartas que não queria receber, PUBLICAMENTE.
Já tive gente se intrometendo em minha vida amorosa -enquanto essa desmoronava-, dizendo não suportar que a ideia de casal perfeito se separasse bem diante de seus olhos. Já tive gente fofocando sobre meu término e apontando dedos porque meu ex dizia sentir saudade de mim sem expôr o acontecimento por completo.
Já acordei em uma semana qualquer me sentindo uma estranha em minha zona de conforto devido a uma súplica de nostalgia de um ex meu, devido a uma intromissão invasiva em minha vida. DESNECESSARIAMENTE.
Já fui quase apedrejada porque os que queriam opinar no meu término, só aceitavam um lado da história e achavam que de alguma forma eu tinha que me representar como uma promotora e vender a minha.
Minha vida.
Foi bonito enquanto durou. Foi bonito enquanto eu me sentia bem de estar ali. Mas acabou. E é horrível quando os outros tentam "ajudar" por acharem que não podem de maneira alguma ver a ideia de amor deles se desfazer.
Tenho meus momentos de nostalgias, de escrever textos, poesias, prosas... Talvez uma carta, mas nunca me submeteria a uma aparição pública desse jeito -atrevo a dizer que foi uma saudade exposta sem necessidade, embora de boa intenção.
Não seria mais bonito ligar ao meio da noite e dizer tudo isso?
Escrever uma carta e agonizar enquanto ela não chegasse?
Não seria mais bonito pegar o papel com suas escritas em mão e proclamar sua saudade a ela, somente a ela?
Não seria bonito deixar esvair o que não faz mais bem e devanear nessas memórias sem passar uma ideia errada de amor aos outros?

Não tenho raiva de meus antigos amores, com todos aprendi e cresci que fique bem claro, viu.

E povo, público, plateia. Amor é sim arte, mas não uma que te permite palpitar sobre os sentimentos do protagonistas. Sobre a vida deles. Não é um leilão de histórias.

Sobre: Coluna de Gregório
Opinião: Uma remexida em sentimentos nostálgicos do autor de uma maneira totalmente pública e simples, talvez até romântica. Porém muito invasiva para Clarice, suponho eu. Texto simples e romântizado que mostra o que é relembrar um relacionamento e publicar sobre ele para que todo o território nacional veja.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Liberteira

Eu sofro um pouco com a síndrome de liberteira (neologia que criei para explicar a falta de apego que sinto). Sou chamada de tudo, até de egoísta, mas não compreendo como as pessoas complicam coisas simples e se importam com coisas estranhas.
Me sinto de lugar nenhum, para começar. Sou do sul do Brasil, me mudei para o sudeste, mas sempre escuto que "sou reservada demais pra ser daqui e simpática demais pra ser de lá", logo natural de lugar nenhum. Sem apego por cidade natal ou casas, afinal em meu curto período de vida me mudei bastante.
Não mantenho relacionamentos por um longo tempo, me esgoto, ouso dizer que sinto até um leve desinteresse. Não gosto de mesmice. Não gosto de muitos abraços, mas aprecio a ideia do romântico.
Eu sofro por dizer que quero abdicar essa obrigação de ser mãe, não é um desejo atual da Jude dessa idade e essa é uma das coisas que duvido que mude. Sofro por querer viajar muito e passar o dia fora de casa ou de tratar minha cachorra que nem um "bebê humano".
Sinto desinteresse por pessoas comuns.
Quando criança, acho que até preservei por alguns anos um complexo de superioridade. Não me apeguei a outros, são raras as pessoas que ficam por mais de um ano nessa vida dinâmica.
Mas essa síndrome que citei, ela me impede de desgostar desse estilo de vida. É uma coisa ruim ser liberteira e querer viver de um jeito diferente? É errado querer ficar sem dormir e sorrir ao invés de ficar atrás de uma mesa pra ter uma vida "segura"? O que é segurança? O que é vida? E viver?
Sofro por ter desapego. Tenho medo de não cativar pessoas. Medo de ser só, mas cultuo o individualismo. Você sofre da síndrome de liberteira também?

Obs: descobri um blog bem legal esses dias, o lilahime, fica ai a indicação ;)

terça-feira, 12 de julho de 2016

Oscilação

Eu nunca soube muito bem quem eu era ou meu propósito, sempre tive a mania de gastar saliva dizendo que estava me construindo longo dos anos com as coisas que acontecem em minha pacata vida aos poucos.
Não sou uma pessoa cheia de amores, que gosta de fazer juras, mas me acho carente até certo ponto. Sei que gosto de sorrir, de sair da rotina e viver o meu dia a dia como se eu fosse morrer amanhã, se eu morrer, morro feliz.
Gosto de fazer coisas improváveis e não tenho medo de seguir meus princípios. Eu me importo pouco, mas quando me importo com alguém, é pura proteção.
Eu sinto as vezes um vazio, vazio de coisas belas. Uma vontade incansável de fazer uma grande mudança no mundo, mas tudo o que tenho a oferecer é minha modesta arte em prosa.
Eu oscilo entre ir e não ir, entre bem e mal... entre amor verdadeiro ou real. Eu ainda não sei o que eu quero.

"Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto".

segunda-feira, 4 de julho de 2016

sunny day monday

Eu sempre tive dificuldade de lembrar meus sonhos. Principalmente, aqueles que pareciam mais reais. Se eu não acordasse e escrevesse correndo em um caderno perto da minha cama, logo tudo desapareceria. Não foi assim com o sonho que tive em uma segunda qualquer.
Tudo ainda parece bem familiar, embora eu tenha certeza que foi tudo um sonho, pois ora, como poderia um dos meus maiores desejos na vida se realizar de um jeito tão fascinante, aleatório e... real? Eu ainda lembro cada ato, cada fato, cada tato, olfato...
Eu perdi a noção. Não sei há quanto tempo guardo esse sonho secreto sobre o segredo. Mas, uma pergunta, o que foi aquele sonho? Devo deixar ser apenas um devaneio diário ou insistir em torná-lo real?
Foi em uma segunda-feira. Eu acordei feliz, tive uma das noites mais felizes da vida. Tive sorrisos sinceros e alegres arrancados espontaneamente depois de anos... foi em uma segunda-feira, eu acordei com o raio de sol batendo no rosto, fiquei furiosa por ele me acordar daquele sonho, mas eu olhei pro lado e sorri.
Fiquei tão hiperativamente feliz que acordei cedo. Comi a pizza do dia anterior e respirei fundo... logo, em uma tentativa fracassada, me deitei novamente esperando retornar ao meu maravilhoso sonho. Fechei os olhos e aproveitei cada toque, cada respiração, construí meu mundindo. Até que, ao abrir os olhos, percebi que, na verdade, minha alegria poderia estar naquele sonho... Mas minha felicidade estar em realizar esse sonho, aqui, no plano real... Eu achei a felicidade em uma manhã de segunda-feira.

terça-feira, 28 de junho de 2016

a noite.

Eu tenho um segredo. Um suspiro que guardei durante anos, um sorriso que prometi dar apenas a uma pessoa, um abraço apertado... Esse segredo respira e me inspira. Seus olhos verdes são como versos no ar que se escrevem lentamente a cada fala. Eu guardo esse segredo faz tempo, não acho que as pessoas devem saber porque tenho medo de não dar certo, mesmo que nada exista.
Eu tenho um segredo que já me deixou acordada até tarde, comeu uma pizza inteira e já assinou em vários pseudônimos. Esse segredo pode ter sido até o motivo de eu começar esse blog.
Eu tenho um segredo que não me deixou dormir devido a grunhidos. Esse maldito segredo que me arranca tantos sorrisos involuntários e que não me deixa disfarçar minhas alegrias. Esse irritante segredo que faz eu me sentir insegura, que faz eu me lembrar da garotinha de longos cabelos castanhos que um dia jurei conhecer.
Eu tenho um segredo que contei pra poucos. Um segredo que nunca superei e que também não faço questão de esquecer. Esse segredo vive reaparecendo na minha vida, seja quando olho um estojo antigo ou o anel prateado dentro da caixa de joias. O segredo que me aflige ao me deixar confusa com seus cabelos negros, a droga do segredo que faz eu me engasgar de ter tanta vontade de dizer... .Vamos arriscar!
O segredo que ainda não me convenceu de que tudo foi verdade e que ainda me mata de saudade e ri de meus pálidos receios. Esse segredo que não sabe o que quer e que mata o coração de qualquer mulher apenas com um abraço...
Eu guardo esse segredo faz tanto tempo, só conto aos amigos mais próximos, mas ao próprio segredo, sempre vai me faltar coragem.

leap of faith.

Eu tenho essa mania, essa pequena e irritante mania de me jogar de cabeça em todos os momentos que eu acho que valem a pena na minha vida. Se eu acredito, eu me jogo de cabeça, escrevo poemas e juras, mas desculpa, meu amor, é assim que vive um poeta. Foi em algum dia desses, me perguntaram em que sonetos eu conseguia me definir melhor, eu escolhi dois de meu querido amigo Vinícius, Soneto à Lua e Soneto de Devoção. São versos duros e vulgares, porém verdadeiros e peculiares descrevendo mulheres singulares. Eu me acho ali.
Estava revendo as antigas postagens de meu blog devido a uma manutenção repentina e vi quanto amor juvenil eu já tive. A inocência na prosa sobre juras que não permaneceram e que, talvez, um dia tenham sido verdadeiras. Os meus verdadeiros textos de amor, em sua maioria ficaram guardados em agendas velhas cujo eu dizia que seriam materiais para minha futura biografia. Meus textos de amor estão em históricos de conversas longas de madrugada ou em lágrimas por telefone.
Mas enfim, cabe a mim voltar ao tópico inicial e não fazer disto uma prosa confusa de desabafo emocional. Eu me jogo de cabeça na vida, em aventuras, paixões, amores, amizades... Mas não é assim que a vida deve ser? Um grande poema que ninguém ainda escreveu?

"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."- Vinicius de Moraes

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Alma Perdida

Corre corre corre
você não pode perder
o transporte,
mesmo que isso,
na verdade
não importe

Respira e guarda
Sentimento não
leva em nada
Sorria, pois alguém
o filma

compre mais,
viva infeliz
sorrindo
beba suas tristezas
dance suas perdas
trabalhe sangrando

mate a sua alma
ou a perca
com ela, não serás completo

corra, corra, corra
pra fazer o seu trajeto

caminho já vendido,
sonhos escassos
vida concorrida
dos mal amados

corra, corra, corra
se perca outra vez
adulto
em sua humilde rigidez

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

I'll take me back to the start

Vamos voltar, meu bem. Voltar para alguns anos atrás quando tudo era meu nada e nada era maravilhoso; quando aventuras eram vividas em tardes loucas e voltas na quadra eram as maiores inconsequências a serem vividas... Vamos voltar e observar aquela menina pensando em fazer um blog, conhecendo NeverShoutNever, sendo popular no MSN e no orkut... Vamos olhar os detalhes dessa menina inocente descobrindo e ficando com o coração partido em meio ao seu primeiro amor. Agora, depois de tudo, repense.
O que aconteceu?
O meu fim começou com aquele não? Ou com aquele medo inevitável no parquinho da escola? A raiva começou mesmo naquela noite de novembro ou foi tudo predestinado pelo DNA? Tudo começou com aquela maldita risada sobre o amor de alguém ser real ou com o ciúmes do desconhecido? Ou com o sumiço dela? Talvez com o conforto de observadora ou com ataques de raiva...
Mas... O que houve...?

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Minha lista de filmes marcantes:

Bem, qualquer um que tenha a oportunidade de conviver comigo e ter uma pequena conversa, por mais mínima que seja, sabe muito bem que amo demais o universo dos filmes. Amo toda essa magia que vai desde uma etapa de pré produção até a pipoca que vai ser vendida lá nas salas de cinema... Da maravilhosa arte de criar personagens, escolher cores, atores, cenários... Acho tudo muito encantador e já tive até a oportunidade de estudar e degustar um pouco deste mundo e, com certeza, no momento, não me visualizo trabalhando com outra coisa no futuro. Mesmo tendo a memória um pouco falha, queria colocar aqui alguns filmes que são inesquecíveis pra mim, que eu me arrepio ao vê-los e, talvez (tsc), até derrube algumas lágrimas. Essa é uma lista pessoal de alguns filmes que amo que estou revelando aqui no meu cantinho:

- Efeito Borboleta (The Butterfly Effect - 2004)

-Closer-Perto Demais (Closer - 2004)

- A Viagem (Cloud Atlas - 2012)

- Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream - 2000)

-Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind - 2004)

-Dirty Dancing (Dirty Dancing - 1987)

- Clube dos Cinco (The Breakfast Club - 1985)

- Meia Noite em Paris (Midnight in Paris - 2011)

- A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi - 2001)

- O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno - 2006)

- Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles - 1994)

- Valente (Brave - 2012)

- Lisbela e o Prisioneiro (Lisbela e o Prisioneiro - 2003)

- Como treinar o seu Dragão 1 e 2 (How to Train your Dragon - 2010/2014)

- Mesmo se Nada der Certo (Begin Again - 2013)

- Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman or(The Unexpected Virtue of Ignorance) - 2014)

- Trilogia Batman (Batman Begins - 2005, The Dark Knight - 2008, The Dark Knight Rises - 2012)

- Pink Floyd The Wall - 1982

- Simplesmente Acontece (Love, Rosie - 2014)

- Lembranças (Remember Me - 2010)

- Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive - 2001)

- O Rei Leão (The Lion King - 1994)

- Diário de Uma Paixão (The Notebook - 2004)

-Ninfomaníaca Vol. I e II (Nymphomaniac Vol. I & II- 2013)

- Titanic (Titanic - 1997)

- O Homem do Futuro (O Homem do Futuro - 2011)

- As Melhores Coisas do Mundo (As Melhores Coisas do Mundo - 2010)

- Azul é a Cor mais Quente ( La vie d'Adèle - 2013)

- Across The Universe (Across the Universe - 2007)

- Sr. Ninguém (Mr. Nobody - 2009)

- As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower - 2012)

Obs: Mesmo eu tendo visto quatro vezes no cinema e me arrepiando todas as vezes que vi a tranformação de homem para urso, não coloquei Irmão Urso. Sim, nesse lista tem filmes brasileiros porque me arrepio com esses filmes. Meu diretor preferido é o Nolan, mas ele não se encontra muito nessa lista, não é porque adoro o jeito dele de dirigir que a lista inteira seria de filmes dele. Ah é, sim nessa lista tem filmes que contém cenas pornográficas. O filme mais recente que vi dessa minha lista foi Sr. Ninguém e se tornou um dos que mais amo. Eu choro todas vezes que assisto Titanic e Love, Rosie e, quando estou assistindo The Notebook, repito todas as falas porque já li todo o transcrito. Eu gosto de assistir cantando Across The Universe e choro na hora que Hey Jude é cantada. Gosto de cantar Você não em ensinou a te esquecer em Lisbela e o Prisioneiro e adoro as citações sobre amor no filme e na forma cômica como foi feito e dirigido. Eu sei a coreografia do casal de Dirty Dancing e sonho em dancá-la algum dia. Por mais que todo mundo que assistiu comigo tenha ficado confuso, Cloud Atlas está no meu Top 5 de filmes que amo, aliás o Jim Sturgess (que foi descoberto em mim em Um Dia) é o mesmo Jude que me faz chorar naquela cena que citei ali em cima. Eu assisti a Viagem de Chihiro duas vezes no cinema de tão maravilhada que fiquei. Já fui comparada algumas vezes à Clementine de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, embora eu me ache mais parecida com o jeito do Joel. Entrevista com Vampiro foi o filme que fez eu me apaixonar por essas criaturas ainda criança, tudo isso por causa daquela cena da Kirsten cortando os cabelos e ficando graciosa de novo (aliás, ela está em um filme com o Jim Sturgess maravilhoso chamado Mundos Opostos). Em uma fase da minha vida, já fui um pouco parecida com o Charlie. Réquiem para um Sonho fez eu me apaixonar pelo Jared Leto e, hoje em dia, ele é um dos meus atores preferidos. Me arrepio demais com o final de Efeito Borboleta, a escolha que o protagonista fez é maravilhosa e ainda tem direito a última cena com trilha sonora da minha banda favorita. O Labirinto do Fauno me convenceu a acreditar em fadas. Além de Titanic, adoro A Origem e O Grande Gatsby com o Leonardo. Me acho parecida demais com a Merida de Valente e me arrepio quando ela diz que é a primogênita de seu clã e quer lutar por sua mão, pois eu faria a mesma coisa. Sou apaixonada pelo Soluço, mesmo ele sendo uma animação. E, me identifico até hoje com o Bender de O Clube dos Cinco, embora eu já tenha sido mais parecida com ele na forma de demonstrar não se importar, mas sempre estar lá pelos que ele se importa.

Dirty Dancing-Hungry Eyes

terça-feira, 28 de abril de 2015

Steven Universe: Garnet's Fusion & Song (Stronger Than You)

Steven Universe "Sapphire and Ruby" REACTION



Esse vídeo define minha reação ao assistir o episódio Jailbreak de Steven Universe <3



Virtude da Ignorância

Sinto por você. Sinto por você um sentimento que ninguém, aos meus olhos, um dia mereceu: pena. Sinto pena de como contenta-te com teu medíocre mundo achando-se rei, o rei de nada. Sinto pena de como não consegue admirar o belo por não tolerar o que é- aos seu ver- imperfeito e como se acha perfeccionista e inteligente por ser assim. Sinto pena pela falta de vivência sua, por não ter o poder de quebrar uma tradição pra salvar alguém que seja gracioso (tu nunca te arriscarias). Sinto pena de como não sabe ouvir, só sabe julgar, criticar e comparar... Sinto pena, pois não sabes amar.
Sinto pena de ti por esperar que as pessoas obedeçam e promovam a ti, seus desejos. Sinto pena de como você só pensa em cortejos e beijos (ou coito). Sinto pena porque você espera tudo cair do céu -fazendo-te ficar jogado ao léu- e não aceita que alguém seja contrário a ti. Sinto pena por pensares que tem alguém e de como, talvez, venha a se tornar ninguém. Sinto pena de como repete os mesmos erros, mesmos receios... Mude suas frases, troque sua fase, jovem! Sinto pena de como contrarias Sócrates ao afirmar que você tudo sabe. De ti, não sinto um pingo de saudade, mantenho distância pela eternidade. Bem, esse é o meu lema, como não posso "não sentir nada" - por você -, tudo o que sinto é: pena.