sábado, 30 de junho de 2018

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Escute ao som de "Secrets - One Republic" ou "Home - Gabrielle Aplin"

Não estava com muita inspiração pra dar minhas caras por aqui. Sinceramente, achava que não tinha sobre o que escrever devido a tantos baixos pelo qual minha vida passou durante um tempo. Tive momentos bons, conheci pessoas maravilhosas, mas parecia que nada era suficiente pra me roubar sorrisos devido ao declínio em que se encontrava minha vida em vários aspectos e setores.

Há alguns meses um monstro apareceu embaixo da minha cama, um monstro que começou pequeno e já foi tirando meu sono e me deixando sem vontade de fazer coisas que eu amo. Primeiro foi a escrita e a leitura, depois ficou difícil pra sair de casa e quando me dei de conta, havia dias em que não levantava da cama. Dormir de noite era algo difícil e passei muito tempo sem dormir. Tudo estava desmoronando, eu lutei, perdi uma vez e desanimei e deixei-me levar pela sensação de inércia e pela "vontade" de apenas assistir o mundo desmoronar.

Fiquei sem chão. Vivi um dia de cada vez tirando o melhor de meus equívocos e sorrindo pelas pequenas vitórias e momentos alegres pelo qual podia desfrutar alguns dias... Difícil. Decepcionei-me muito com algumas pessoas, muitas máscaras caem em momentos de necessidade. Encontrei-me em uma fase da vida em que fui obrigada a voltar a ser fria se não eu ia quebrar. Em momentos complicados, medidas complicadas devem ser tomadas, certo? Houveram partes boas, com tudo isso acontecendo, eu encontrei novos amigos e os que já estavam perto se tornaram ainda mais próximos.

Passei por dores que nunca pensei que seria capaz de suportar. Sozinha. Retornei aos meus refúgios, voltei a antigos passatempos e reaprendi a levantar mais uma vez. Reforçando que mesmo sendo doloroso, todos os seres humanos mentem e nunca se deve baixar essa guarda que eu demorei tanto tempo montando. O que me resta é gargalhar se isso tudo for karma mesmo, não?

Ainda me resta um pouco de esperança pra esse segundo semestre mesmo que tudo já esteja retrógrado. Só vim explicar minha ausência e dizer que meu sumiço foi necessário, minhas feridas estavam muito expostas e não gosto de expor.

Tome seu capuccino, pegue seus fones e parta pra uma nova aventura a cada dia que você acordar como eu estou fazendo ainda, caro leitor.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Reflections of a Skyline

And I wanna play hide and seek,
give you my clothes,
tell you I love your shoes,
sit on the steps when you take a bath,
and massage your neck,
and kiss your face,
and hold your hand and go for a walk.
Not mind when you eat my food,
and meet you at Rudy’s and talk about the day.
Talk about your day and laugh at your paranoia.
Give you tapes you don’t listen to,
watch great films…
watch terrible films.
And tell you about the TV program I saw the night before,
and not laugh at your jokes.
Want you in the morning,
but let you sleep for awhile.
Tell you how much I love your eyes,
your lips,
your neck,
your tits,
your ass.
Sit on the steps smoking ’til your neighbors come home.
Sit on the steps smoking ’til you come home.
And worry when you’re late,
and be amazed when you’re early.
I’d give you sunflowers and go to your party and dance.
Be sorry when I’m wrong and happy when you forgive me.
Look at your photo’s and wish I’d known you forever.
Hear your voice in my ear,
feel your skin on my skin.
And get scared when you’re angry.
I tell you you’re gorgeous.
And hug you when you’re anxious and hold you when you’re hurt and want you when I smell you and offend you when I touch you and whimper when I’m next to you, and whimper when I’m not.
Dribble on your breast.
Smother you in the night and get cold when you take the blanket and hot when you don’t.
Melt when you smile, dissolve when you laugh.
But not understand how you think I’m rejecting you when I’m not rejecting you and wonder how you could think I’d ever reject you.
And wonder who you are.
But I accept you anyway.
And tell you about the tree angel and enchanted forest boy who flew across the ocean because he loved you.
I’d buy you presents you don’t want and take them away again and ask you to marry me and you say no again but keep on asking because though you think I don’t mean it but I always have from the first time I asked you.
I wander the city thinking, but I’m empty without you, but I want what you want and think I’m losing myself.
But I’ll tell you the worst me and try and give you the best of me because you don’t deserve any less.
Answer your questions when I’d rather not. And tell you the truth when I really don’t want to.
And try to be honest because I knew you prefer it.
And think it’s all over but hang on for just ten more minutes before you throw me out of your life, forget who I am.
And let me try and get closer you.
… And somehow communicate some of the over-whelming,
undying,
overpowering,
unconditional,
all-encompassing,
heart-enriching,
mind-expanding,
ongoing,
never-ending love
I have for you.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Fairy Tale

Eu sempre idealizei muito como seria uma relação a dois. Particularmente, sou uma pessoa que gosta de demonstrações de carinho ou surpresas. Eu curtia pensar que quem estivesse comigo moveria mundos e pensaria nos detalhes ao ver cada coisinha do seu dia a dia. Pra mim, estar apaixonada seria um filme dos anos 80. E aos poucos, minha visão foi se distorcendo e eu fui ensinada a me contentar com o que a vida oferecia porque querer mais é ser exigente (e você pode acabar sozinha), porque ser sentimental era ser dramática (e você pode acabar sozinha) e querer declarações é ser uma pessoa iludida (e você pode acabar sozinha). Aos poucos tudo foi se desconstruindo, os platônicos foram sumindo e a mulher aqui presente foi ensinada que se fosse diferente seria uma milagre ser amada. Mas sabe, eu não tive esse problema. Eu tive o problema de pensar que não era fácil ficar comigo por causa da minha vida, mas isso é outra postagem.
Hoje, eu acho que você deve acreditar sim naquele filme dos anos 80. E digo: Fique com alguém que mostre como é fácil e simples estar com você, que goste de estar ao seu lado, independente do local, que preze sua companhia. Esteja com aquele cara que se você disser que está com saudade aparece às 3h em uma balada na Lapa. Fique com aquele homem que investigue os detalhes e entenda seus desejos e fantasias para te surpreender, com aquele cara que faz você se sentir a mulher mais interessante pra ele, a única com quem ele quer estar. Sem complicações, joguinhos ou abusos. O homem que não te faça questionar se ele te ama mesmo e quer você. Aquele cara que mesmo depois de dormir contigo e passar o dia ao seu lado, se esforce pra dormir com seu abraço e que sorria ao te olhar dormindo de manhã. Fique com aquele homem que te prioriza e não te rebaixa, que te ajuda e fica feliz com suas conquistas, que doa até aquele tempinho que não tem pra ficar contigo. Esteja com aquele homem que jogue com você e que goste de mostrar para o mundo que tem você ao lado. Esteja com um homem que não ache que suas emoções são drama e ache suas estranhezas maravilhosas. E que seja bobo e sarcástico contigo. Aquele homem que não precisa dar xilique por ciúmes e entenda que ele é seu pequeno mundo. Que não julgue o que você fez, que curta seus amigos e dance até o chão com você. Fique com aquele cara que vai te deixar sem ar e feliz ao vê-lo, com aquele homem que vai fazer você ir ao céu na cama. Com aquele cara que vai estar sempre pronto pra te escutar pós aquele dia bom ou ruim, o seu ombro, um companheiro. Aquele homem que presta atenção nos detalhes que te fazem feliz e que te faça feliz. Esse é o conto de fadas que eu acredito, o que eu penso ser uma relação a dois hoje em dia, sabe? Alguns dizem que eu perdi minha visão romântica, mas o que eu acho é que eu só passei a enxergar por outro ângulo.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Copas

Olá, tudo bom? Você se lembra dos detalhes da sua vida? Das coisas que aconteceram, por exemplo, nos anos de copa pelo menos. Posso dizer que lembro exatamente como foi o ano da última copa.
A ironia é que eu tinha a mesma cor de cabelo, mas por dentro estava totalmente diferente.
No ano de 2014, eu atingi a tão sonhada maior e idade e foi um ano de baixos e altos. Mais baixos do que altos. Eu estava no segundo ano de um técnico que havia me desanimado e no fim de um relacionamento e, em ano de copa, descobri um famoso aplicativo de paquera. Eu estava redescobrindo minha liberdade e deixando pra trás algumas decisões erradas que tinha e hábitos ruins também. De cabelos curtos, eu estava pronta pra conhecer novamente esse mundão de oportunidades. Eram tantas coisas novas surgindo na minha vidinha conturbada que eu nem sabia digerir, comecei a entender decisões e compreender atitudes e ligar um pouco mais pra mim, pois naquele mesmo ano tive um problema grave no estômago devido a estresse. E o psicológico também estava afetado, não posso negar.
Na última copa, eu ironicamente ganhei uma camisa da Alemanha (uma casual). Eu ri.
Nesse ano, teremos mais uma copa. E a menina tem seu cabelo curto, loiro e usualmente olhos verdes. Voltou a fazer exatamente paixões e hobbys que tinha largado na última copa. O aplicativo que conheceu? Conta deletada. Hábitos ruins? Deixados pra trás totalmente. Fora a menininha loucamente apaixonada.
E você, já refletiu como estava e pensava no último ano de copa?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Let it happen

Vou contar um segredo pra vocês, eu sou insegura. Só soube trabalhar isso muito bem durante anos, até me tornar quem sou hoje. Foi quando comecei a construir outra coisa, o medo pela vulnerabilidade. Não queria que ninguém me conhecesse o suficiente para saber que eu era insegura. Claro que não. Criei o medo de estar na mão de alguém e, pior, de alguém saber disso. Perder o controle era assustador. Não saber o que eu iria sentir, o que poderia acontecer... Isso me faria perder noites de sono, embora eu sempre parecesse tão impulsiva. Até hoje, cultivo certa repulsa pela vulnerabilidade, mas isso é por outros motivos.
Eu fui me acomodando em um espaço onde eu poderia controlar. Controlar meus sentimentos e me confortar com a vida.
Eu não sei exatamente o que houve. Vamos começar pelas primeiras coisas: o amor. Muitos podem me achar um pouco fria, mas -me dói dizer- eu não me importava muito com relacionamento. Na verdade, preferia o efêmero muitas vezes. Era mais fácil. Como disse, vulnerabilidade era algo assustador. Mas faz um ano que eu comecei a conversar com uma pessoa que, em poucos meses, mudou muitas certezas da minha vida. Eu fiquei paralisada quando o conheci e pude conversar. Era uma pessoa boa e que me encantaria, por reflexo, tentei me afastar. Obviamente não funcionou e isso gera boas risadas sobre como eu ignoro pessoas em aplicativos de mensagens instantâneas. Isso só não funcionou, como nos aproximou ainda mais e eu cai em um precipício que era um pesadelo: a vulnerabilidade de amar. Mas depois de um tempo, depois de entender essa queda, você entende o quanto é bom estar nas mãos de alguém, dividir sonhos e ter um braço pra fazer de travesseiro. Não me levem a mal, não foi fácil me entregar. Eu cultivei um mundinho só meu e não sabia se estava preparada para dividi-lo.
E ai... Chegamos ao segundo acontecimento: o meu profissional. Eu sempre fui uma pessoa curiosa pelas coisas que gostava de fazer e isso acarretou em muitos cursos e, em sua maioria, sem ter um fim. Quis saber de cada pedacinho de interesse pra não decidir "errado" as coisas e não me precipitar e adivinhem? Eu me precipitei. Achei que estava tranquila onde havia chegado e que iria evoluir dali e que aquele seria meu plano de carreira. Mas como disse no outro parágrafo, uma pessoa conheceu meu mundinho e por consequência, conheceu minha insegurança. E eu fui perdendo o medo de reaprender coisas que gostava, mas não me achava boa o suficiente para executar. E, quando meu mundo virou de cabeça pra baixo, essa pessoa me deu o maior apoio do mundo para mudar e eu segui. Se eu fui precipitada dessa vez? Não sei. Mas sei que não me sinto assim, feliz com o que faço há bastante tempo.
Mas sim, caro leitor, eu continuo insegura. Para me entregar, para prosseguir. E ainda me persegue o pesadelo de ser vulnerável a alguém, não que eu não goste, mas isso é normal. Acho que isso acontece quando se ama. Estou aprendendo a lidar com a falta de controle da minha vida e ficando alegre com as surpresas do acaso. Tirando o melhor das minhas efemeridades. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Rewind

O ano não acabou ainda, eu sei. Mas só até essa data, já consigo dizer que esse ano me virou de cabeça pra baixo e foi uma loucura. Pensei que fosse ser mais um ano confortável e quieto, sem muitas surpresas, levando em conta que meu 2016 foi bem agitado e sem nenhuma parada. Pensei que esse ano seria apenas uma continuidade das coisas que havia conquistado ano passado, dos laços que desenvolvera ano passado. Mas não foi. Criei ligações com pessoas que mal esperava e deixei-me apaixonar e dei-me a liberdade -mesmo com muito medo- para amar. Tomei coragem de fazer coisas que queria, mas não fazia por fobias infantis. Mudei, inesperadamente, de área depois de um baita tapa na cara da vida. Agora, alguns fatores não foram novidade, né... Mais um ano a vidinha me mostrando que tem pessoas que realmente não podemos confiar e me mostrando que por mais certa que eu esteja sobre um ponto de vista, ele pode mudar.
Bom, esse ciclo do calendário começou quieto, sereno. Eu estava certa de que nada ia mudar. Logo no início do ano, pude receber minha irmã de outro estado nessa cidade quente em que moro. Visitei pontos turísticos que nunca tinha ido. Me aproximei ainda mais de amizades que fiz ano passado e acabaram por se tornar muito mais próximas do que eu poderia pensar. Aliás, tenho muito a agradecer pelas amizades que eu fiz ano passado. Próximo ao carnaval, meus sentimentos se tornaram um nuance de cores avermelhadas, veio a paixão. Algo que evitei, me afastei e fugi. Mas foi inevitável ao ver o sorriso de um certo alguém, o olhar brilhante e aqueles toques que me deixaram menos sensata. Eu pulei e me arrisquei e ganhei nesse ano um novo amor. Tal amor que seria tão importante pra tomar decisões ao longo do ano. Só melhorei em quesitos de me realizar, sucedi em todas as tarefas que me colocaram a disposição. Tive meus altos e baixos, baixos profundos, mas aprendi a lidar com eles. Fiz duas tatuagens esse ano (yuup), viajei e conheci muita gente nova, novos grupos e lugares. Ferrei meu estômago, voltei a comer carne vermelha e o nível de café em mim dobrou. Fui impulsiva, fui pensativa...
E quando eu menos esperava, no meu famoso mês e entre várias rasteiras, me vi obrigada a rever minha vida. Sai da minha zona de conforto e o desespero bateu na porta. Mesmo não acreditando muito em mim(problema de insegurança que eu tenho que trabalhar), eu decidi fazer isso: mudar meu foco profissional. Totalmente. Não vou dizer que foi uma decisão fácil, pois tive que pensar muito e tive muito apoio da pessoa que eu tenho ao meu lado pra poder fazer isso.
Eu viajei esse ano. Viajei de casal esse ano. Quem diria não? Em janeiro, fugindo de sentimentos e, em dezembro, sendo um casalzão da porra com um homem maravilhoso ao meu lado. Coloquei um piercing esse ano. Apresentei o meu amor a são paulo, em meio a chuvas e sorrisos.
Esse também foi o primeiro ano que fui a comic con e fiz o meu segundo cosplay (por mais simples que tenha sido). Fui ao Rock in Rio (em meio ao conturbado mês de setembro), me diverti e aproveitei muito.
Acho que a minha conclusão sobre esse ano é que foi um ano intenso, nos altos e nos baixos. Mas eu fui mais alegre do que triste... e não tem como agradecer ao universo por ter colocado o céu alinhado pra eu conhecer uma pessoa tão especial -com esse mapa astral tão irritante- e pra eu viver tantas experiências loucas e boas...
Essa foi minha retrospectiva de 2017, e você? Já pensou na sua?

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Him by Her

Seus olhos são estradas pra outro lugar, tanta animação num olhar, empolgação ao falar que o ar chega a se descontrolar... É contagiante. Cada detalhe seu é moldado ao charme. Seu rosto com caretas e facetas e seu sorriso encantador. Viajar em suas curvas, olhar pra sua bunda e encarar seu corpo... sorrir ao pensar em coisas vulgares e cenas românticas. Ter um acesso de riso sozinha olhando seu cabelo bagunçado e pensando como mesmo nessas condições de sono você continua lindo. Há obra de arte mais maravilhosa que você? É incontrolável, o sorriso é involuntário ao te ver... de longe e de perto. Quando passas, o olhar fixa em ti e te persegue até que percebas. Eu desligo em apreciação, mas tudo isso é mais que admiração e desejo, é querer estar perto, é querer grudar meu corpo ao teu e sentir que minha alma deseja a tua. É querer estar ao seu lado e deitar em seu braço... Agora estou te observando por entre os óculos, seu rosto está cansado e suas bochechas inchadas, dai eu mexo na sua barba. Te elogio. Não tem cena que eu quisesse presenciar mais que esta nesse momento. E quando quer alguma coisa? Quando implica? Quando suplica? Cerra os lábios de forma cativante e deixa o rosto franzido, não há o que negar. Falando em lábios, os seus são a prosopopeia da sedução: eles me chamam.  O efeito que você causa em mim é assim, hipnotizante... chego a me assustar do quão abobalhada consigo ficar ao te admirar. Opa, você percebeu que estou te encarando. Sim, você está do meu lado e isso tudo se passou em um minuto... enquanto eu pensava na gente. Vou disfarçar meu rosto e fingir que estava digitando uma mensagem ao léu para você implicar e fingir ciúme.
Boa noite, meu amor.

Tudo

Ta tudo meio assim distante, ocupado e sem gosto. Tudo parece se ficar mais longe a cada dia e ter ânimo pra caminhar é um pouco difícil quando seu objetivo só........... vai pra longe. Ta tudo meio diferente, instável e inseguro, mas alegre e esperançoso. Abraço e carinho. Ta tudo meio vazio às vezes, a comida nunca está quente e as ideias parecem adoecer. E se chover? Dai eu não levanto mais...
Ta tudo querendo abraço, desabafo, cansaço sem fim... ta tudo querendo uma corda de apoio e uma conversa calorosa. Querendo refúgio, querendo palco, querendo surgir. Talvez apenas se divertir... Ta tudo meio a meio, sem recheio e gosto definido, tudo ta perdido... começando de novo como um broto. Ta tudo meio assim, tudo em mim.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cantinho

Não faz muito tempo que eu me vi de novo com borboletas no estômago. A sensação que eu mais evitei durante anos simplesmente apareceu na minha frente, de supetão, sem avisar, já tirando meu chão. Logo cedi.
Foi em um cantinho da memória, cantinho da minha história que tudo aconteceu. Vou descrever pra você:
Os assuntos se desenrolavam dia e noite. Sobre tudo. Ambos mostrando quem eram e o outro sempre se impressionando. Jogavam indiretas e diretas, mas quando se viam, bastava um olhar pra encabular e a fala travar. Um foi tentar ver um filme, o outro falou que o esperasse. Este que fora, deixou a sessão passar pra desfrutar do momento com o que vinha. Mais vergonha. E, em meio a um frapuccino e uma barba com sanduíches surgiram sorrisos. Decidiram ir embora, um acompanhou o outro, em passos combinados, conversando. E, em meio a uma piadinha, o que viera presenteou o que esperou com um beijo.
A gente ri só de lembrar, pois o olhar que foi desenvolvido naquela semana durou, dura e durará... a sensação de borboletas surge sempre que um aparece e viver nesse caos tem sido meu refúgiozinho. E foi nesse cantinho de memória que tudo começou a se consolidar. Lá.
Arrepios, barba, mão na cintura, abraço, braço, sorriso, beijo.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Te Assumi Pro Brasil – Jão

Jack Kerouac.

“I have lots of things to teach you now, in case we ever meet, concerning the message that was transmitted to me under a pine tree in North Carolina on a cold winter moonlit night. It said that Nothing Ever Happened, so don't worry. It's all like a dream. Everything is ecstasy, inside. We just don't know it because of our thinking-minds. But in our true blissful essence of mind is known that everything is alright forever and forever and forever. Close your eyes, let your hands and nerve-ends drop, stop breathing for 3 seconds, listen to the silence inside the illusion of the world, and you will remember the lesson you forgot, which was taught in immense milky way soft cloud innumerable worlds long ago and not even at all. It is all one vast awakened thing. I call it the golden eternity. It is perfect. We were never really born, we will never really die. It has nothing to do with the imaginary idea of a personal self, other selves, many selves everywhere: Self is only an idea, a mortal idea. That which passes into everything is one thing. It's a dream already ended. There's nothing to be afraid of and nothing to be glad about. I know this from staring at mountains months on end. They never show any expression, they are like empty space. Do you think the emptiness of space will ever crumble away? Mountains will crumble, but the emptiness of space, which is the one universal essence of mind, the vast awakenerhood, empty and awake, will never crumble away because it was never born.”

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Due.

É apenas seu cheiro. Na verdade é seu sorriso também. O seu abraço... seu jeito detalhista de reparar no meu olhar. De elogiar minha unha e se preocupar comigo. Ah é essa sua maneira didática de falar... ou talvez seu jeitinho grosso de brincar. Caramba, já te disse como seu sorriso é lindo hoje? E como eu me arrepio ao ouvir sua voz nem que seja de longe...?
Suas implicâncias, vídeos e áudios no meio da noite (ou seria da manhã?). Ah o jeito como fica encabulado quando te olho, o sorriso meia lua ao perceber que estou te encarando...
Seu jeito de puxar o lençol durante a noite, ou de ser mal humorado de manhã. De me aguentar falando inglês e sobre eu aguentar seus grunhidos noturnos. Já disse que fico tão alegre sobre o jeito que a gente se encaixa?
E as músicas? Ah as musicas que me lembram a você...
Amo o jeito que você tem de que, apesar de todos meus esforços pra disfarçar, você percebe o mínimo de tristeza. Você é esplêndido. Com esse seu jeitinho de me descobrir... nunca quero perder isso contigo.
Adoro me descobrir em você, adoro ter essa companhia pra beber. Gosto do jeito que você cuida de mim do mínimo ao máximo. Em como você aceitou se aventurar nessa vidinha louca minha.
Adoro quando você aparece no meio da madrugada com saudade. Ou quando eu faço o mesmo.
Você ser a primeira pessoa que eu vejo pela manhã é simplesmente minha felicidade. Ah, que saudade.
Já disse como amei seu jeitinho de se aproximar? Seu jeito de acabar com a minha guarda emocional e de me dar mais uma chance pra viver na vulnerabilidade, mas sem medo. Acabaram os medos bobos.
Tudo isso começou naquele chat no dia 13. Mas aquele dia 3... mão na cintura seguida de um sorriso e um encontro de almas. Um olhar.
É... já fazem dois meses desde que decidi me entregar. E nesse tempinho eu descobrir o amar...

quarta-feira, 29 de março de 2017

você vai ser o meu próximo erro

Curti suas fotos sem mesmo te seguir no Instagram para deixar claro desde o início o que eu quero com você: curtir. Sem “segue que eu te sigo de volta”, eu não quero relação, não se engane, eu só quero usar você. O cara que eu amo fez uma escolha ruim e por isso não perco mais tempo tentando me apaixonar por ninguém.
Eu sempre gostei de conhecer gente nova e algo me diz que você é meu próximo erro. O timbre da sua voz, a tua respiração quando começa a falar comigo como quem quer arrancar a minha roupa inteira na Doutor Arnaldo porque não deu tempo de chegar até em casa. O jeito com que manipula cada palavra para que ela se torne inesquecível para mim.
Você diz que precisa ir ao estacionamento mas tudo que eu consigo pensar é: você não consegue ir até o estacionamento sem me contar antes… quão envolvido você está? E eu sigo alimentando essa história mesmo sabendo que não vai durar nada porque …o que me sobraria se eu não tivesse isso? O que me sobraria se eu não tivesse ninguém para lembrar quando colocasse a cabeça no travesseiro?
São 08h05 da manhã e eu senti a sua falta, mas em vez de te falar isso abri um outro perfil e curti uma outra foto de um cara que não sigo. Para deixar bem claro o que eu quero com ele: só curtir. Sem envolvimento, sem história, sem googlar testes da Capricho e passar a noite toda brincando e criando novas expectativas com as respostas dos testes que a gente acerta.

Senti a sua falta, mas nunca vou te dizer. Porque o cara que eu amo fez uma escolha ruim e por isso não perco mais tempo tentando me apaixonar por ninguém.


Por: Mabê (Entre Todas As Coisas)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Gabrielle Aplin - Home

Never been.

leia ao som de between the bars - elliott smith. 

Nunca fui uma pessoa de falar muito o que sinto, raramente exponho tudo que penso. Analiso e não digo nada, sinto e não sai uma palavra. Isso nunca me impediu de ser a pessoa mais comunicativa possível, ao contrário, consigo falar com pessoas de diferentes culturas, gostos, línguas, cargos...

Mantenho assuntos variados, mas nada que vá muito profundamente em como me sinto, sempre com domínio verbal, mudo de palavras sem que a pessoa perceba e essa foi minha zona de conforto de sempre.
Quando eu tinha algo que me sentia muito nervosa por sentir, algo que mexesse muito comigo, eu jogava na escrita e extravasava na arte. São meus poemas, prosas e desenhos... Quase sempre bucólicos, mas se uma pessoa tem boa interpretação conseguiria ler minha alma só de ver um verso.
Eu sou assim, é meu jeito. Quando eu sinto, sinto muito, me isolo em meu mundinho até conseguir controlar tudo e não transparecer nada. Não tem motivo específico, só sou assim, desde pequena.

Gosto de ouvir os outros, ler as histórias deles e quando surgir um problema, estar disposta a ajudar, estar ali por eles. Sempre tive uma empatia emocional muito forte. Sempre tive uma vontade de inspirar as pessoas a se sentirem bem. Mesmo que raramente as pessoas fizessem isso comigo. É raro encontrar alguém que queira te ver sorrir mesmo não sendo próxima de ti. É raro a ponto de eu estranhar e hostilizar.

Sempre que falo algo, gera-se um conflito interno entre meu ego e meu emocional. Os dois ficam brigando e discutindo entre si e, normalmente, meu ego ganha me dizendo quão burra sou. E eu concordo. Não pela reação das pessoas, mas por ter falado. Acho que eu não preciso falar, pois demonstro em pequenas sutilezas. Mas também são raras as pessoas que me conhecem a ponto de entender indiretas, insinuações e sutilezas. I didn't regret, just thought better of it and found out it was too early even though I was feeling like i was going to explode if i haven't told ya.Have I told ya that when i listen to Imbranato, I think of ya?

Enfim, esse foi um pouquinho de mim. Sou assim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

1,2,3,4

Read it listening to "Plain White T's - 1,2,3,4"

Drank a couple of glasses and then told a bunch of secrets u would never imagine
You smile and understood, u were in the same wave and accepted to drown yourself with me. That totally made me and unarmed heart. Me, the person that built a wall a long ago. Now I have fear, feel sick, feel joy...

Can't find a luv song that doesn't remind me of u. Trust and lust. How can I possibly be like this? I do not believe in myself and my sensations. A little smile of u shines my day as it was the brightest sky. The Friday.

How would you feel... lol I think I completely gave myself and trusted in my leap of faith. Not ashamed anymore to tell u 'bout my eyes. About how much I like to touch ur skin and move ur hair. How much I like your hug. Or hugs.

4u. It's happening. I've been like this before and I thought it was more and broke myself. But I am not afraid. I am happy, you make me feel joy whether u know it or not. I allowed myself and stopped fighting against... all. I liked when u said u r in the same way. U r almost like me. That is good, u understand all I say in less than a sound, just by my eyes... lets see.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Comfy weirdness

Tem sensação melhor do que descobrir-se em alguém?
Desculpe o sumiço, pequeno refúgio, meus dias tem ficado cada vez mais curtos com tantas loucuras e aventuras. Felizmente, tirei esse tempinho pra falar... dele.
Não faz muito tempo que eu me perdi em mais um soneto do meu querido Vinícius e me redescobri em outro de seus versos, um verso sobre os platônicos que não vem ao caso citar. Mas não é muito bom? Arriscar?
É a sensação que mais me traz alegria, a sensação por trás das famosas frases "vamos?vamos!", é a sensação de entrega ao acaso. É o leap of faith.
Me permiti, me permiti a descoberta em outra pessoa, é raro, mas ultimamente tenho encontrado amigos que vão comigo até em roubadas e ombros que me escutam por mais longa que seja a noite.
Me permiti voltar a ser uma jovem de borboletas no estômago, uma jovem que acredita e que sonha. Te descobri.
Por mais efêmero que seja esta combustão, a chama pode ser aproveitada, tanto quanto os prazeres da vida.
Me entreguei, depois os cacos... Sobre isso a gente deixa no talvez, libriana.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Bianca, os Lunares

Descrição: Possui cabelo cacheado negro e longo que está sempre em um rabo de cavalo. Seus olhos azuis mostram sempre intenso sofrimento, apesar de sua postura rígida e séria. Encarregada do CECLO (Centro de Elite de Caça aos Lunares de Olimpus), sempre está vestida com sua farda azul marinho com luas pratas. Bianca está rodeando o ínicio dos seus quarenta anos, porém sua esbanja vitalidade muito mais que uma menina de vinte.

-Bianca, o radar ta apitando demais ultimamente, acho que estamos em período de 'equinócio". - Um rapaz loiro entrou em sua sala desesperado, ela estava tão distraída em seus pensamentos que praticamente esqueceu que estava em seu ambiente de trabalho. Ela controlava o registro de Lunares em Olimpus, consequentemente por este ser o centro, supervisionava as outras duas rochas também. O registro era o que permitia que Lunares permanecessem em sociedade, uma vez despertados, eles se tornavam muito forte e um perigo.
-Estou indo para a sala de radares, obrigada por informar, soldado. - levantou de sua mesa e fechou o livro que estava fingindo ler, livro que continha uma foto bem curiosa de um bebê. Seguiu firme por aqueles corredores cinzas até a sala.
A sala de radares era pequena, quatro soldados ficavam na monitoração que apitava bastante quando os lunares estravam em período de equinócio. O equinócio era o momento que um grande grupo de lunares estava atingindo maturidade de poderes e estava despertando para se transformar, mudando sua aparência física, estes tinham grande potencial de serem caçados e eram um problema social, pois podiam destruir uma cidade do dia para a noite sem que ninguém notasse.
Os Lunares foram fundamentais para o desenvolvimento do novo Ciclo, eles criaram tudo de novo e ajudaram a sociedade se recompor da tragédia. Reza a lenda que uma shaman muito triste com o fim de seu mundo (uma rocha azul e verde chamada Terra) orou para a Lua pedindo ajuda e esta a abençoou com os lunares, cada um filho de uma Lua: Lune, Bael ou Milan.
-O equinócio está acontecendo em Palas, exato? Não teremos problemas, passe estes dados para o Comandante Eichorist. - Palas era o local mais fácil de se encontrar lunares, era a central do poder bélico e bruto do Novo Ciclo, quando havia um equinócio, se ocorresse resistência de registro, era um banho de sangue. -Vou cuidar das crianças e já volto. - as crianças eram uma invenção nova, os filhos do Sol. Eles viviam confinados e tinham sido instruídos para caçar lunares desde o nascimento.
Quando mais nova, Bianca viu isso acontecer perto de sua casa, em Palas. Ela viu cada lunar ser caçado por não querer o registro - este que permitia que o governo localizasse você e "pedisse sutilmente" uma ajuda quando necessário, mas na maioria das vezes... eles eram mortos durante o dia mesmo com o registro. Ela decidiu engajar sua carreira no CECLO, durante um equinócio, ela estava em casa e de repente, seu cabelo ficou branco e seus olhos azuis, ela sentiu uma força sem limites e descobriu ser uma filha de Bael. Depois de sua descoberta, ela pediu ajuda de uma shaman para esconder sua identidade e afastá-la de sua família. A shaman inseriu memórias novas na mente de seu marido, implantando uma de sua falsa morte. Bianca achou egoísta demais arriscar a vida de seu marido por seus poderes... Mas acima de tudo, ela só pensava em sua filha, Lonny que foi deixada em Olimpus com o marido.
Mas mal sabia Bianca, que Lonny tinha herdado seu gene e nascido como uma filha de Bael, sendo treinada em Palas pela Academia Militar e que este equinócio incluía seu despertar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Já fui Clarice

Já fui a desengonçada das aulas de dança que chamava atenção dos meninos que tinham atração por meninas reservadas e inteligentes. Já inventei de brincar de criar mundos para um amor, de criar roteiros juntos e ter ideias maravilhosas. Já tive amores que me permitiram ter um parceiro para todas as loucuras artísticas necessárias. Nunca me atrevi a escrever canções, não tenho esse maravilhoso dom como Clarice, mas já dediquei poemas a pessoas que gostava.
Já escrevi uma gama de poemas dedicadas a uma pessoa só, como uma monomania e ensinei vários vocábulos loucos ao meu parceiro de alguns anos atrás.
Já recebi cartas que não queria receber, PUBLICAMENTE.
Já tive gente se intrometendo em minha vida amorosa -enquanto essa desmoronava-, dizendo não suportar que a ideia de casal perfeito se separasse bem diante de seus olhos. Já tive gente fofocando sobre meu término e apontando dedos porque meu ex dizia sentir saudade de mim sem expôr o acontecimento por completo.
Já acordei em uma semana qualquer me sentindo uma estranha em minha zona de conforto devido a uma súplica de nostalgia de um ex meu, devido a uma intromissão invasiva em minha vida. DESNECESSARIAMENTE.
Já fui quase apedrejada porque os que queriam opinar no meu término, só aceitavam um lado da história e achavam que de alguma forma eu tinha que me representar como uma promotora e vender a minha.
Minha vida.
Foi bonito enquanto durou. Foi bonito enquanto eu me sentia bem de estar ali. Mas acabou. E é horrível quando os outros tentam "ajudar" por acharem que não podem de maneira alguma ver a ideia de amor deles se desfazer.
Tenho meus momentos de nostalgias, de escrever textos, poesias, prosas... Talvez uma carta, mas nunca me submeteria a uma aparição pública desse jeito -atrevo a dizer que foi uma saudade exposta sem necessidade, embora de boa intenção.
Não seria mais bonito ligar ao meio da noite e dizer tudo isso?
Escrever uma carta e agonizar enquanto ela não chegasse?
Não seria mais bonito pegar o papel com suas escritas em mão e proclamar sua saudade a ela, somente a ela?
Não seria bonito deixar esvair o que não faz mais bem e devanear nessas memórias sem passar uma ideia errada de amor aos outros?

Não tenho raiva de meus antigos amores, com todos aprendi e cresci que fique bem claro, viu.

E povo, público, plateia. Amor é sim arte, mas não uma que te permite palpitar sobre os sentimentos do protagonistas. Sobre a vida deles. Não é um leilão de histórias.

Sobre: Coluna de Gregório
Opinião: Uma remexida em sentimentos nostálgicos do autor de uma maneira totalmente pública e simples, talvez até romântica. Porém muito invasiva para Clarice, suponho eu. Texto simples e romântizado que mostra o que é relembrar um relacionamento e publicar sobre ele para que todo o território nacional veja.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Liberteira

Eu sofro um pouco com a síndrome de liberteira (neologia que criei para explicar a falta de apego que sinto). Sou chamada de tudo, até de egoísta, mas não compreendo como as pessoas complicam coisas simples e se importam com coisas estranhas.
Me sinto de lugar nenhum, para começar. Sou do sul do Brasil, me mudei para o sudeste, mas sempre escuto que "sou reservada demais pra ser daqui e simpática demais pra ser de lá", logo natural de lugar nenhum. Sem apego por cidade natal ou casas, afinal em meu curto período de vida me mudei bastante.
Não mantenho relacionamentos por um longo tempo, me esgoto, ouso dizer que sinto até um leve desinteresse. Não gosto de mesmice. Não gosto de muitos abraços, mas aprecio a ideia do romântico.
Eu sofro por dizer que quero abdicar essa obrigação de ser mãe, não é um desejo atual da Jude dessa idade e essa é uma das coisas que duvido que mude. Sofro por querer viajar muito e passar o dia fora de casa ou de tratar minha cachorra que nem um "bebê humano".
Sinto desinteresse por pessoas comuns.
Quando criança, acho que até preservei por alguns anos um complexo de superioridade. Não me apeguei a outros, são raras as pessoas que ficam por mais de um ano nessa vida dinâmica.
Mas essa síndrome que citei, ela me impede de desgostar desse estilo de vida. É uma coisa ruim ser liberteira e querer viver de um jeito diferente? É errado querer ficar sem dormir e sorrir ao invés de ficar atrás de uma mesa pra ter uma vida "segura"? O que é segurança? O que é vida? E viver?
Sofro por ter desapego. Tenho medo de não cativar pessoas. Medo de ser só, mas cultuo o individualismo. Você sofre da síndrome de liberteira também?

Obs: descobri um blog bem legal esses dias, o lilahime, fica ai a indicação ;)

terça-feira, 12 de julho de 2016

Oscilação

Eu nunca soube muito bem quem eu era ou meu propósito, sempre tive a mania de gastar saliva dizendo que estava me construindo longo dos anos com as coisas que acontecem em minha pacata vida aos poucos.
Não sou uma pessoa cheia de amores, que gosta de fazer juras, mas me acho carente até certo ponto. Sei que gosto de sorrir, de sair da rotina e viver o meu dia a dia como se eu fosse morrer amanhã, se eu morrer, morro feliz.
Gosto de fazer coisas improváveis e não tenho medo de seguir meus princípios. Eu me importo pouco, mas quando me importo com alguém, é pura proteção.
Eu sinto as vezes um vazio, vazio de coisas belas. Uma vontade incansável de fazer uma grande mudança no mundo, mas tudo o que tenho a oferecer é minha modesta arte em prosa.
Eu oscilo entre ir e não ir, entre bem e mal... entre amor verdadeiro ou real. Eu ainda não sei o que eu quero.

"Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto".

segunda-feira, 4 de julho de 2016

sunny day monday

Eu sempre tive dificuldade de lembrar meus sonhos. Principalmente, aqueles que pareciam mais reais. Se eu não acordasse e escrevesse correndo em um caderno perto da minha cama, logo tudo desapareceria. Não foi assim com o sonho que tive em uma segunda qualquer.
Tudo ainda parece bem familiar, embora eu tenha certeza que foi tudo um sonho, pois ora, como poderia um dos meus maiores desejos na vida se realizar de um jeito tão fascinante, aleatório e... real? Eu ainda lembro cada ato, cada fato, cada tato, olfato...
Eu perdi a noção. Não sei há quanto tempo guardo esse sonho secreto sobre o segredo. Mas, uma pergunta, o que foi aquele sonho? Devo deixar ser apenas um devaneio diário ou insistir em torná-lo real?
Foi em uma segunda-feira. Eu acordei feliz, tive uma das noites mais felizes da vida. Tive sorrisos sinceros e alegres arrancados espontaneamente depois de anos... foi em uma segunda-feira, eu acordei com o raio de sol batendo no rosto, fiquei furiosa por ele me acordar daquele sonho, mas eu olhei pro lado e sorri.
Fiquei tão hiperativamente feliz que acordei cedo. Comi a pizza do dia anterior e respirei fundo... logo, em uma tentativa fracassada, me deitei novamente esperando retornar ao meu maravilhoso sonho. Fechei os olhos e aproveitei cada toque, cada respiração, construí meu mundindo. Até que, ao abrir os olhos, percebi que, na verdade, minha alegria poderia estar naquele sonho... Mas minha felicidade estar em realizar esse sonho, aqui, no plano real... Eu achei a felicidade em uma manhã de segunda-feira.

terça-feira, 28 de junho de 2016

a noite.

Eu tenho um segredo. Um suspiro que guardei durante anos, um sorriso que prometi dar apenas a uma pessoa, um abraço apertado... Esse segredo respira e me inspira. Seus olhos verdes são como versos no ar que se escrevem lentamente a cada fala. Eu guardo esse segredo faz tempo, não acho que as pessoas devem saber porque tenho medo de não dar certo, mesmo que nada exista.
Eu tenho um segredo que já me deixou acordada até tarde, comeu uma pizza inteira e já assinou em vários pseudônimos. Esse segredo pode ter sido até o motivo de eu começar esse blog.
Eu tenho um segredo que não me deixou dormir devido a grunhidos. Esse maldito segredo que me arranca tantos sorrisos involuntários e que não me deixa disfarçar minhas alegrias. Esse irritante segredo que faz eu me sentir insegura, que faz eu me lembrar da garotinha de longos cabelos castanhos que um dia jurei conhecer.
Eu tenho um segredo que contei pra poucos. Um segredo que nunca superei e que também não faço questão de esquecer. Esse segredo vive reaparecendo na minha vida, seja quando olho um estojo antigo ou o anel prateado dentro da caixa de joias. O segredo que me aflige ao me deixar confusa com seus cabelos negros, a droga do segredo que faz eu me engasgar de ter tanta vontade de dizer... .Vamos arriscar!
O segredo que ainda não me convenceu de que tudo foi verdade e que ainda me mata de saudade e ri de meus pálidos receios. Esse segredo que não sabe o que quer e que mata o coração de qualquer mulher apenas com um abraço...
Eu guardo esse segredo faz tanto tempo, só conto aos amigos mais próximos, mas ao próprio segredo, sempre vai me faltar coragem.

leap of faith.

Eu tenho essa mania, essa pequena e irritante mania de me jogar de cabeça em todos os momentos que eu acho que valem a pena na minha vida. Se eu acredito, eu me jogo de cabeça, escrevo poemas e juras, mas desculpa, meu amor, é assim que vive um poeta. Foi em algum dia desses, me perguntaram em que sonetos eu conseguia me definir melhor, eu escolhi dois de meu querido amigo Vinícius, Soneto à Lua e Soneto de Devoção. São versos duros e vulgares, porém verdadeiros e peculiares descrevendo mulheres singulares. Eu me acho ali.
Estava revendo as antigas postagens de meu blog devido a uma manutenção repentina e vi quanto amor juvenil eu já tive. A inocência na prosa sobre juras que não permaneceram e que, talvez, um dia tenham sido verdadeiras. Os meus verdadeiros textos de amor, em sua maioria ficaram guardados em agendas velhas cujo eu dizia que seriam materiais para minha futura biografia. Meus textos de amor estão em históricos de conversas longas de madrugada ou em lágrimas por telefone.
Mas enfim, cabe a mim voltar ao tópico inicial e não fazer disto uma prosa confusa de desabafo emocional. Eu me jogo de cabeça na vida, em aventuras, paixões, amores, amizades... Mas não é assim que a vida deve ser? Um grande poema que ninguém ainda escreveu?

"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."- Vinicius de Moraes